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Afogamento – o que é? como ocorre? por que ocorre?

O afogamento causa mais de 500 mil mortes a cada ano no mundo e 7.000 somente em nosso país, tendo um risco de óbito 200 vezes maior que o acidente de trânsito. O afogamento ocorre em qualquer situação em que o líquido entra em contato com as vias aéreas da pessoa em imersão (água na face) ou por submersão (abaixo da superfície). Se ocorrer o resgate, o processo de afogamento é interrompido, o que é denominado um afogamento não fatal. Se a pessoa morre como resultado de afogamento, isto é denominado um afogamento fatal. 

Qualquer incidente de submersão ou imersão que a vítima não apresente dificuldades para respirar, deve ser considerado apenas um resgate na água e não um afogamento. Termos como “quase afogamento”, “afogamento seco ou molhado”, “afogamento ativo e passivo”, “afogamento azul ou branco” e “afogamento secundário como complicação” são antiquados e não devem ser utilizados.

O afogamento envolve principalmente, a assistência prestada por leigos, guarda-vidas, socorristas e profissionais de saúde, ou seja, o atendimento que antecede a ida ao hospital vai definir se a vítima vai ter maiores problemas ou não.

Esta assistência, inicia-se pela ajuda prestada ao afogado para retirá-lo de dentro da água sem que o socorrista se torne uma segunda vítima, iniciando imediatamente, o suporte básico de vida ainda dentro da água e acionando então, o suporte avançado. Quando este tipo de assistência não é realizado adequadamente no local do evento, pouco se pode realizar no hospital para modificar o resultado final. 

Quando uma pessoa está em dificuldades na água e não pode mais manter as vias aéreas sem líquido, a água entra na boca e é voluntariamente cuspida, engolida ou ainda, como resposta imediata, ocorre a tentativa de segurar a respiração, apesar de ter duração de apenas alguns segundos. 

Quando a vontade de respirar é forte, ou sem pensar, por não conseguir expulsar a água da boca, a vítima aspira certa quantidade de água para as vias aéreas e a tosse ocorre como uma resposta automática. Desta forma, com o tempo, o pulmão enche-se completamente de água, o indivíduo perde a consciência, sofre parada respiratória e morre.

A grande quantidade de líquido que entra no corpo faz com que o cadáver inche, fique pesado e afunde, vivo, o corpo boia porque há ar entrando nos pulmões. A partir daí, as bactérias presentes no organismo começam a proliferar, liberando gases, então, o cadáver infla e volta a boiar. Apesar da ênfase no resgate e no tratamento, a prevenção permanece sendo a mais poderosa intervenção e a de menor custo, podendo evitar mais de 85% dos casos de afogamento. 

O desconhecimento das condições do local e falta de habilidade do nadador estão entre as principais causas de afogamento. Além disso, podemos citar outras, como o mergulho em áreas rasas, ingestão de bebidas alcoólicas, crises convulsivas, doenças cardio-respiratórias e câimbras. Entre os afogamentos em residências, destacam-se os de crianças que se afogam em banheiras, piscinas e outros recipientes com água por ficarem sem a supervisão de um adulto.

Sendo assim, diversos aspectos podem contribuir para que o afogamento ocorra, e ter atenção às prevenções e obter conhecimentos sobre técnicas de suporte básico para ajudar uma vítima deve ser recomendado já que muitas vidas podem ser poupadas deste incidente, mas lembramos que é necessário ter cautela nesse resgate já que há riscos de se tornar uma vítima pelo desespero que o banhista apresenta neste momento. 

Primeiros Socorros

O INBRAEP – Instituto Brasileiro de Ensino Profissionalizante – possui o curso profissional de Primeiros Socorros. Neste curso, o profissional irá obter conhecimento sobre os diferentes tipos de procedimentos a serem realizados diante de acidentes ou emergências, que irão contribuir para a proteção e saúde das vítimas e colaborar com a prevenção de riscos. Para mais informações, acesse nosso curso de Primeiros Socorros.

Referências

SZPILMANN, David. AFOGAMENTO. [S. l.], 2013. 

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