Técnicas de Salvamento de Vítimas com Traumas
Você conhece as técnicas de salvamento de vítimas com traumas? O dia a dia de quem trabalha em locais de altura pode apresentar diversos riscos relacionados à queda, por isso a NR-35 exige que o empregador disponibilize uma equipe de resposta em casos de acidente.
A equipe deverá estar capacitada a lidar com todas as situações possíveis, incluindo o salvamento de vítimas com traumas, o que requer cuidado especial, já que qualquer movimento errado pode ocasionar no agravamento das lesões da vítima.
Existem muitas técnicas para o salvamento de vítimas com traumas, alguns exemplos são:
Maca-Cesto:
Para a realização desta técnica existe uma série de procedimentos a serem seguidos, e a preparação da maca é o primeiro deles. Para a sustentação, a parte inferior e a superior da maca são amarradas.
O próximo procedimento a ser feito é a preparação da vítima. As vítimas de trauma normalmente necessitam de imobilização dorsal e cervical. A vítima deve estar imobilizada na maca de modo que na ocorrência de inversões, escorregamento ou inclinação, ela não sofra novas lesões nem agrave as já existentes.
O próximo procedimento para realização da técnica maca-cesto é o uso da corda-guia, que tem por finalidade evitar que a maca raspe ou enrosque em saliências do ambiente, ou efetue giros que prejudiquem a estabilidade da vítima. O uso da corda-guia deve sempre ser utilizado nas situações em que a maca e a vítima ficarem isoladas, sem a presença de um resgatista.
Por fim, o último procedimento para realização da técnica maca-cesto é a conferência prévia do sistema ou material montado, pois a checagem de todos os equipamentos e itens de segurança é fundamental para o sucesso da operação.
Maca SKED:
Da mesma maneira que a maca-cesto, a técnica de maca SKED também precisa de alguns procedimentos para sua realização, e o primeiro procedimento é a preparação da maca SKED e da vítima, que deve ser feita da seguinte forma:
Remoção Vertical:
Utilizada normalmente em situações de risco, como em encosta de morros, paredões, vãos livres, faces de edifícios ou de outras estruturas. Nesta técnica a maca, a vítima e o resgatista ficam todos suspensos pela corda.
Na maioria dos casos a vítima e a maca são descidas horizontalmente, porém nas situações em que há a presença de passagens estreitas, como as citadas anteriormente, é necessário que a maca e a vítima sejam descidas na vertical.
Na remoção vertical de macas, é obrigatório o uso de duas cordas de serviço: uma principal, que suportará a carga, e outra de segurança, ambas dotadas de sistemas de freio, bloqueio, vantagem mecânica e captura de progresso pré-montados para qualquer eventualidade.
Rapel com Maca:
Nesta técnica o comando da descida pode ser realizado pelo resgatista ou pela equipe de apoio de cima do local de resgate.
Nos casos em que o resgatista realiza o comando de descida, o freio deve ser conectado à maca, possibilitando então o controle pelo resgatista. Nos casos onde a equipe de apoio realiza o controle de descida, o freio é ancorado no alto (permanecendo fixo) e o controle é exercido pela equipe de apoio, sendo a maca e o resgatista descidos, sendo indispensável que haja um meio de comunicação eficiente entre eles, bem como um dispositivo para proteção de quina adequado, uma vez que a descida será comandada de cima.
Por fim, é importante ressaltar que a equipe de resgate não deve realizar o resgate em situações em que a vida do resgatista for colocada em risco. A depender da complexidade e do quão perigoso o resgate for, ele deve ser realizado por equipe especializada, como os bombeiros.
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Referências
1 – Polícia Militar do estado de São Paulo. Coletânea de manuais técnicos de bombeiros, salvamento em altura. 02/07/2006.
2 – NR-35 – Ministério do Trabalho e Emprego, MTE. Trabalho em altura. Portaria MTP nº 4.218, de 20 de dezembro de 2022.
