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Primeiros Socorros em casos de mordeduras e arranhões causados por cães e gatos

Você sabe as consequências de um ataque de um cachorro ou gato e como realizar os primeiros socorros diante dessa situação? As  mordeduras  de  animais  são  relativamente  comuns,  especialmente de  animais  domésticos,  sendo  os  cães e gatos os  animais  mais  comumente  causadores do  problema,  com  índices  de  80%  a  90%  dos acidentes.

Segundo ministério da saúde, não existem dados confiáveis no Brasil, mas nos EUA, a CDC – CENTER FOR DISEASES CONTROL AND PREVECTION, estima que cerca de 4.5 milhões de pessoas são mordidas por cachorros todos os anos, com variados graus de gravidade. Cerca de 900 mil pessoas (20%) evoluem com infecção da ferida.

Os dentes dos cães e a força de suas mandíbulas causam esmagamento de tecidos e lacerações que podem acarretar o comprometimento de estruturas profundas como músculos, vasos, tendões e ossos. Os dentes dos gatos são mais afiados e têm maior poder de penetração na pele.  Em relação ao local do acometimento, geralmente os adultos apresentam lesões nas extremidades, principalmente mãos, nas crianças é mais comum apresentarem lesões na face. 

As complicações mais frequentes das mordidas e arranhões de cães são a infecção bacteriana ou a lesão da pele, músculos, vasos, nervos e dos tendões, principalmente quando a mordida é provocada por cães grandes e com músculos maxilares fortes. A  maioria  das  infecções é de natureza mista, envolvendo várias espécies de bactérias.

Primeiros Socorros:

Para realizar os primeiros socorros na vítima devemos analisar a gravidade dos ferimentos.

Em caso de ferimentos leves:

  • Deve-se lavar o ferimento com água corrente  e  sabão  por  5  a  10  minutos,  retirando  todas  as  substâncias  estranhas;
  • Estancar o ferimento com um pano limpo de modo que o sangramento acalme;
  • Aplicar soro fisiológico no local;
  •  Em seguida, imobilize e eleve o membro afetado;
  •  Mantenha a ferida coberta até atendimento médico.

Em caso de ferimentos graves:

  • Ligar imediatamente para o serviço de emergência; e
  • Aguardar o atendimento, caso a vítima esteja consciente buscando acalmá-la.

Sangramentos  podem  ser  contidos  comprimindo-se  o  ferimento  com  compressas limpas. A lavagem com água sob alta pressão melhora os  resultados, a limpeza cuidadosa é fundamental na prevenção das infecções.Os sinais e sintomas de infecção da ferida costumam aparecer dentro das primeiras 24 horas, mas, às vezes, podem surgir já nas primeiras 8 horas após a mordida.  Entre os sintomas temos: 

  • Febre e/ou calor local
  • Edema que é um inchaço causado por excesso de líquido retido nos tecidos do corpo
  • Rubor que é a vermelhidão da pele em virtude da dilatação dos vasos sanguíneos e consequentemente, maior fluxo de sangue naquela área;
  • Dor; 
  • Secreção purulenta
  • Formação de abscesso ou necrose na pele.

Se não tratada adequadamente, a infecção da mordida pode causar complicações.

Pacientes sem imunização antitetânica devem receber a vacina, pacientes que receberam a imunização a mais de 5 anos devem tomar o reforço.  Deve-se observar o animal durante 10 dias após exposição e notificar imediatamente a Unidade de Saúde se o animal morrer, desaparecer ou se tornar raivoso, pois podem ser necessárias novas intervenções de forma rápida, como a aplicação do soro ou o prosseguimento do esquema de vacinação antirrábica. Em raras exceções, a raiva é curável, por isso, ela deve  ser  prevenida  em  qualquer  mordedura ou arranhão.

Primeiros Socorros

O INBRAEP – Instituto Brasileiro de Ensino Profissionalizante – possui o curso profissional de Primeiros Socorros. Neste curso, o profissional irá obter conhecimento sobre os diferentes tipos de procedimentos a serem realizados diante de acidentes ou emergências, que irão contribuir para a proteção e saúde das vítimas e colaborar com a prevenção de riscos. Para mais informações, acesse nosso curso de Primeiros Socorros.

REFERÊNCIAS

JUNIOR, Vidal  Haddad, MORDEDURAS DE ANIMAIS (SELVAGENS E DOMÉSTICOS) E HUMANAS. Botucatu, SP, 30 out. 2012.

PINHEIRO, Pedro. MORDIDA DE CACHORRO – CUIDADOS E TRATAMENTO: Doenças Infecciosas. [S. l.], 4 abr. 2020. 

Centros de Controle e Prevenção de Doenças , Centro Nacional de Doenças Infecciosas Emergentes e Zoonóticas, Animais de estimação e outros animais.

DO, R. JOHN PRESUTTI. Prevention and Treatment of Dog Bites. In: American Family Physician. Flórida, 15 abr. 2001. 

BARISH, Robert A. et al. Manual MSD. In: Mordidas de animais . [S. l.], 2018.

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