Monitoramento de Rejeitos Radioativos
Publicado por INBRAEP em 4 de dezembro de 2025
Você sabe quais são as funções do monitoramento de rejeitos radioativos? Monitoramento de rejeitos radioativos consiste em um processo de técnicas e procedimentos de inspeção que visam a segurança tanto durante o processo gerencial dos rejeitos radioativos, como do local de armazenamento final onde serão depositados permanentemente para prevenção de contaminação da atmosfera.
Portanto, para entender a função das técnicas e procedimentos de inspeção do processo de monitoramento é preciso conhecer como funciona o processo gerencial e o local de armazenamento final.
Processo gerencial: Consiste em etapas de recolhimento, análise, tratamento, transporte e disposição do rejeito, ou seja, trata-se de um processamento que deve seguir as normas do Instituto de Engenharia Nuclear (IEN) e da Comissão Nacional de Segurança Nuclear (CENEN). Tal processo tem por função recolher, tratar e controlar a radioatividade do rejeito com a finalidade de destiná-lo ao local de armazenamento com mais segurança.
Local de armazenamento final: Consiste em instalações ou locais apropriados que tem por finalidade o isolamento do rejeito de acordo com normas e orientações oficiais de organizações como a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear – ANSN, e da (CENEN). É válido ressaltar que o armazenamento precisa ser definido de acordo com as normas oficiais e a análise destes órgãos perante os rejeitos.
Monitoramento de rejeitos radioativos no processo gerencial
As técnicas e procedimentos de inspeção do processo de monitoramento visam a regularidade e a segurança de todas as etapas do processo gerencial: Monitoramento de um plano de gerência dos rejeitos, Monitoramento da radioatividade, Monitoramento da geração do rejeito, Monitoramento da manipulação e transporte, Monitoramento ambiental e entre outras.
Monitoramento de rejeitos radioativos no local de armazenamento final: Este monitoramento tem por objetivo manter a regularidade e a segurança do local a fim de evitar a liberação de radioatividade dos rejeitos e a contaminação da localidade por volta da instalação para armazenamento dos rejeitos.
Por fim, vale ressaltar que a NR-25 recomenda que a disposição adequada dos rejeitos radioativos seja realizada de acordo com orientações da Autoridade Nacional de Segurança Nuclear – ANSN, esta por sua vez atua juntamente com a Comissão Nacional de Segurança Nuclear (CENEN) no trabalho de instrução, recolhimento e fiscalização tanto de processos gerenciais como de locais de armazenamento final.

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Referências
1- ROCHA, Bruno. Rejeitos Radioativos: um Estudo de Caso para Angra 2.
2 – Eletronuclear. Gerenciamento de Resíduos.
3 – Instituto de Engenharia Nuclear. Recebimento de rejeitos radioativos.
4 – Comissão Nacional de Energia Nuclear – CNEN. GERÊNCIA DE REJEITOS RADIOATIVOS DE BAIXO E MÉDIO NÍVEIS DE RADIAÇÃO.
5 – HOFFMANN, MEIRELLES, OLIVA. Modelo de Identificação, Análise e Tratamento de Riscos Corporativos para Pequenas Empresas.
6 – Ministério do Trabalho e Emprego. NR 25 – RESÍDUOS INDUSTRIAIS. Brasília: Ministério do Trabalho e Emprego, 2022.
Referencial dessa publicação:
INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE (Brasil). . Santa Catarina: Equipe INBRAEP, . Disponível em: . Acesso em: .














